terça-feira, 6 de dezembro de 2011




BARÁ
 
BARÁ É uma divindade criada e manifesta desde os tempos primordiais,ligado a forças energéticas, e como todos os demais orixás ,tem atribuições específicas .
É BARÁ quem estabelece a extensa rede de comunicação entre os seres humanos e a natureza divina que nos circunda.Está diretamente ligado e relacionado com as partículas atômicas,as cargas eletrônicas que o sangue se encarrega de distribuir.
Portanto, BARÁ atua como plasma sanguíneo, bioelétrico.
Na verdade Ele esta associado à vários tipos de radiações energéticas que formam complexos agrupamentos,que logo se auto-organizam como uma rede de forças uniformes,ou seja,uma coleção de partículas(elétrons,íons,partículas neutras)ligadas a produção de radiação e oscilação de caracteres diversos.
Desta forma ,o plasma biológico (BARÁ),permite estabelecer uma co-relação entre os processos internos do organismo e as condições externas do ambiente. Assim,o plasma pode ser definido como manifestação bioelétrica natural de todo o organismo vivo.
Ilustrando bem esta situação quanto a energia que envolve este orixá,temos uma frase muito usada no meio espiritualista,ou seja:-BARÁ está frio,ou BARÁ está quente.Por esta frase é bem simples entender como através da complexidade que é esta energia atuando de forma direta na VIDA.
Quando BARÁ está próximo,a esfera,a sua aura é avermelhada e sua pele,por mais frio que esteje a temperatura ambiente,estará quente.Respondendo facilmente ao 'toque',ou seja ao 'sacudimento'.
O chamado popular de sangue quente.
Quando ocorre a pessoa ter o afastamento desta energia ,quando esta desequilibrado ou rompido com o ser,a sua aura,a sua esfera vibracional,fica completamente azul.O sujeito passa a agir com absoluta emoção,acaba se perdendo e desorganizando a sua vida,já que informações de fora não chegam corretas e completas ao cérebro,da mesma maneira que as de dentro não atingem a consciência do todo.
A dualidade é uma realidade característica do universo.O equilibrio é mantido sob dois pólos.O homem por si só caracteriza-se por ser dual:CORPO e ESPÍRITO.
Esta dualidade muitas vezes cria controvérsia,e, temos com orixá BARÁ ,talvez a mais polêmica e controvertida energia.Dúvidas imputada pela distorção do conhecimento.Estímulo da imaginação visando manipular atravéz do medo usando má fé e principalmente a influência negativa por falta de conhecimento,bitolando as mentes das pessoas,incuntindo a maldade , o feio como oposto de uma nova criação mandatária e interesseira sendo o legado do bem,do belo,do divino.Pura ignorância .Mas por muito tempo BARÁ foi tido ,e o é ainda por muitos,como a personalização do demônio,do diabo.
Da mão ruim de deus?Não ,claro que não ,o demônio é simplesmente ruim e deus simplismente bom. Simples, não achas?
Mas não é verdade e chega as margens da grosseria.
BARÁ,não é demônio,muito menos a negação da bondade.
BARÁ é o elemento dialético do cosmo,está em todo local,é o >ser-força<,que esta em toda parte e pertence a todos os domínios existentes.
Esta energia esta diretamente associada e cumprindo o organograma estipulado por OLODUMARÉ,sendo ,mensageiro dos demais deuses,pois só ele pode dar movimento as coisas.No universo tudo esta em movimento,evolução.Tudo está ativo. Organizadamente ativo.E somente BARÁ pode dar sequência
a evolução,pois somente ele pode transportar a mensagem do som que sai.
O fogo crescente que inicia seu caminho.
É importante frizar que os demais orixás , com suas responsabilidades em termos universal,tem também um BARÁ individualizado para servir de elemento de ligação entre o divino e os mortais.E mesmo assim BARÁ não perde sua individualidade, sua energia,muito ao contrario,ele absorve a energia a que esta vinculado e recomeça junto com a sua energia nova trajetória harmonizado com o todo,visando o cumprimento da regra do conjunto.NÃO IMPORTA QUEM FAÇA.TEM QUE SER FEITO.
BARÁ é o primeiro filho de IEMANJÁ.Originalmente era o sol nascente,o fogo serpentino,crescente,criador e também destruidor.
Cheio de vigor.Governa o fluxo de energia e a realização correta dos fenômenos naturais,mensageiro entre deuses e mortais,por este motivo tornou-se o senhor dos caminhos,trabalhador nas encruzilhadas,estradas,portas,porteiras,etc.
Fogo serpentino.Liberto e autônomo.Grande poder de construir e destruir. Mas não aceite o destruir como sinônimo de estragar,mas sim,uma necessidade de modificação buscando manter a evolução e o movimento.Incansável e muitas vezes com fortes contradições.
Orixá BARÁ tem o previlégio de receber todas as obrigações em primeiro lugar.É o mercador que move o mercado,os negócios.
Amigo dos prazeres da vida.Adora comer,beber,cantar,dançar, rir,fazer amor.Não o sexo convencional,mas o charmoso,cheio de milindres,agrados,bajulamentos.
Sempre muito alegre,animado,brincalhão,inteligente e vivo.
É dado a fiscalização,e,a ele pertence o conhecimento do caminho,dos bons e maus costumes.Sempre atento a inovações.
Pode realizar qualquer tarefa,quando solicitado,desde que ganhe algo em troca.Nesse particular convém salientar o que já foi colocado,ou seja,sempre serve-se ou agrada-se o BARÁ primeiro, pois como realçamos , Ele é o intermediário entre deuses e mortais ,se não for agradado não adianta pedir a outras entidades,pois ele simplesmente ficará olhando as súplicas e não entrará em ação.BARÁ é a ação.
Com suas polaridades e inversões,faz lembrar que OBALUAIÊ,com seu BARÁ ,seu princípio dinâmino do existir não é apenas morte e sofrimento,mas sim e principalmente transformação e vida.BARÁ e OBALUAIÊ encontran-se na pele.
Pela sua dinâmica,influência ,BARÁ é uma entidade muito sensível que só OLODUMARÉ pode controlar.Entidade ciúmenta.
Deixo aqui um alerta,pois acredito ser muito oportuno para todo aquele que deseja entrar na estrada da vida margeando a linha dos orixás:BARÁ é BOM,o que não é bom é a conduta e postura dos homens que desejam utilizar a energia dele para situações que alterem a evolução,principalmente utilizando sua carga negativa, saturada.Alerto para a lei primeira: a lei do karma,causa e efeito.
Caminhante na estrada da redenção,que nossa consciência seja completa e que nossa fé não seja cega.
É normal que cada orixá e não poderia ser diferente com BARÁ, repasse a seus filhos encarnados um pouco do seu ser.De seus cacuetes,faniquitos e logicamente suas virtudes.
Os filhos deste orixá apresentam algum sinal tipico físico, problemas com circulação,cardíacos,articulaçoes e sistema nervoso ,emotivos ao extremo,ciumentos.São sonhadores,gostam de liberdade mas não as dão.Vida curta e agitada.Amigos dos prazeres da vida adoram comer ,beber,mas muitas vezes quando bebem,tudo pode mudar,tornando-se mentirosos, briguentos, rabujentos,provocativos,insolentes,desordeiros,indesejáveis, mal educados,atrevidos,principalmente provocadores de situações embaraçosas ligados a infedelidade conjugal. Maldosos.Ciumentos.Mania de vigiar,estando sempre atento em tudo e em todos.Não gostam de estar sozinhos.Adoram ser o centro das atenções,de chamar a atenção,muitas vezes até criando situações de embaraços.
Os negócios são feitos quaze que instantaneamente,pois são volúveis e mudam com frequência de opiniões.Sentem atrações por lidarem com fracos e doentes.Solidários.São de estaturas medianas,não se amendrontam com doenças,futuro e situações difíceis.
Numa conversação ,dificilmente seu pensamento estará ligado ao assunto,esta sempre correndo na frente.
Temperamento explosivo e impulsivo.Amoroso, radical, sonhador, adorador das surpresas e diferenças.Apaixonado pelo sexo oposto, infiél mas preso a uma única pessoa.Prestativo,amante fantástico, manhoso,amável.
A SABER :
-come quatro pés > bode,cabrito,angolista
-come dois pés >galo,pombo
-comidas secas>milho torrado,pipóca,batata inglesa assada
-fruta>limão
-bebida>aguardente,dendê
-dia da semana>2ª-4ª-6ª
-elemento>fogo
-ferramenta>foice,porrete,búzio,
-folha>mamona,arruda,cana
-símbolo>ogó,falo-
-metal>bronze,prata
-saudação>alupô,laroiê
-cor> vermelha,preta,vermelha e preta
-número>3,13,33
-astro>lua
-conta>7
-temperamento>explosivo,impulsivo
-kizila>impotência,esterelidade,queimadura,doença circulatória e do fígado
-parte do corpo>plasma,articulações
-sincretismos>são Pedro,santo Antonio-
-mitologia>Hermes
-perfume>musk
-flor>cravo
-pedra>onix
-hora>00h,06hs,12hs,18hs
-signo>aquário
-funções>vigiar,comunicar,avisar,dar ciência de um fato,levar pedidos aos orixás e executar tarefas designadas pelos orixás.
-morada>estradas e encruzilhadas,cemitério

FRASES DE IMPACTO NAÇÃO KÉTU:
-ori mo pè o o ....cabeça, eu te chamo.
-orí rè mo ki o ....cabeça, eu te saúdo.
-ésù másè mi omo,elómiròn ni o sé....exu,não me faça mal,faça mal ao filho de outro pessoa.
-ésù a nlá kalú..exu,cuja grandeza se manifesta em todo lugar.
-logémón òrun....senhor poderoso do orun.
-aláagbára....senhor do poder.
alégbára...senhor da força.
-orí mi máà jeki mo rí ìjá ré...minha cabeça não vai permitir que eu experimente sua irá.

domingo, 4 de dezembro de 2011




Ervas
É conhecida a importância dos vegetais nos rituais afro-brasileiros, devido aos efeitos que estes causam àqueles que deles se utilizam como também, devido ao valor simbólico dos vegetais no contexto geral das religiões de influência africana.
O uso litúrgico de folhas, sementes, raízes e frutos é por demais complexo, pois varia de região, e sobretudo o uso se amplia ou diminui de um terreiro para outro ou até mesmo se excluem, em se tratando de nações diferentes. Uma espécie de folha pode ser do Orixá Ogum, na Bahia, e a mesma folha, no Rio de Janeiro, pertencer ao Orixá Ogum. Seu uso varia também em relação ao que se chama no Brasil de nação, pois uma folha pode ser predileta de um deus, no candomblé Ketu, e ser rejeitada por todo povo Jeje (Portugal, 1987).
O conhecimento das ervas utilizadas em remédios ou em vários rituais era uma atribulação do alossaim, cultuador do Orixá Ossaim.
Umbanda
Utiliza-se Litúrgica e Ritualisticamente, as ervas de nossa flora, para amacís, imantações, banhos de descarga, etc... As plantas dos Orixás se dividem em 3 grupos primordiais, à saber: POSITIVAS, NEGATIVAS e NEUTRAS.
As plantas Positivas, Neutras e Negativas, são assim catalogadas, conforme a fase lunar da colheita.
  • Positivas - deverão ser colhidas na fase crescente ou cheia
  • Neutras - deverão ser colhidas na fase nova
  • Negativas - deverão ser colhidas na fase minguante
Entretanto a sua polarização final vai sempre depender das seguintes condições explícitas:
  • Vibração de quem vai usá-la
  • Vibração das demais ervas utilizadas
  • Vibração da intenção com que serão usadas
POSITIVAS: São ervas que, quando usadas, só positivam, não podendo ser intrinsecamente usadas para outro tipo de trabalho.
NEUTRAS: São todas as ervas que servem para, material ou espiritualmente, neutralizar o efeito de outras ervas, o efeito de doenças, assim como o efeito de vibrações negativas e/ou positivas.
NEGATIVAS: São ervas usadas explicitamente para negativar.
A erva é sempre positiva quando colhida nos dois primeiros dias da lunação respectiva, a dita erva torna-se neutra quando colhida nos 3o, 4 o e 5 o dias da lunação, e negativa quando colhida nos 6 o e 7 o dias da lunação. Diz-se Dia de Lunação, porque as ervas devem ser colhidas da 6hs às 18hs, portanto sob o efeito dos raios solares ( apesar de regidas pelas fases da lua ). Jamais deve-se colher uma erva antes das 6hs ou depois das 18hs, como também, nunca se deve plantar qualquer erva no mesmo período
Relação de Ervas por Orixás
Linha de Oxalá
Linha das Senhoras
Linha de Ibeji
Linha de Xangô
Linha de Ogum
Linha de Oxossi
Linha das Almas
Relação de Frutas por Orixás
Linha de Oxalá
  • Araçazeiro (gúrọ́fà)
  • Coco (àgbọn)
  • Fruta Pão (gberebúùtù)
  • Mamão (ìbẹ́pẹ́)
  • Tamarineiro (ajàgbọn)
  • Uva Branca (àjara funfun)
Linha das Senhoras
  • Abacaxi (ọ́pẹ òyìnbó)
  • Abiu Roxo (osàn ẹ̀dùn)
  • Ameixa (èso kan bí ìyeyè)
  • Amêndoa
  • Banana (ọ̀gẹ̀dẹ̀)
  • Banana da Terra (ọ̀gẹ̀dẹ̀ wẹrẹ)
  • Banana Ouro (ọ̀gẹ̀dẹ̀ àgbagbà)
  • Banana Prata (ọ̀gẹ̀dẹ̀ àgbagbà)
  • Banana São Tomé (ọ̀gẹ̀dẹ̀ àgbagbà)
  • Bergamota
  • Cajá (ìyeyè)
  • Cajá Manga
  • Caqui
  • Carambola
  • Damasco (èso òyìnbó kan)
  • Figo (èso ọ̀pọ̀tọ́)
  • Framboesa (ẹ́yà àgbáyun kan)
  • Goiaba (guaba)
  • Grandiúva (àfẹ́rẹ̀)
  • Jaca
  • Laranja (ọsán)
  • Laranja Bahia (ọsán)
  • Maçã (èso òro òyìnbó)
  • Mamão (ìbẹ́pẹ́)
  • Manga (mángòrò)
  • Manga Rosa
  • Maracujá (kankinse)
  • Melancia (bàrà)
  • Melão (ẹ̀gúsí)
  • Mexerica
  • Morango (irú èso dídùn kan)
  • Nespereira
  • Pêssego
  • Pitanga (ítà)
  • Romã (àgbá)
  • Uva (èso àjara)
  • Zimbro
Linha de Ibeji
  • Maracujá (kankinse)
Linha de Xangô
  • Abiu (osàn àgbàlùmò)
  • Abricó (èso òyìnbó kan)
  • Banana (ọ̀gẹ̀dẹ̀)
  • Cacau (kòkó)
  • Caqui
  • Coco (àgbọn)
  • Fruta de Conde (ata)
  • Goiaba (guaba)
  • Maçã (èso òro òyìnbó)
  • Mamão (ìbẹ́pẹ́)
  • Manga (mángòrò)
  • Maracujá (kankinse)
  • Marmeleiro
  • Melancia (bàrà)
  • Melão (ẹ̀gúsí)
  • Morango (irú èso dídùn kan)
  • Orogbo (orógbó)
  • Pêssego
  • Tamarineiro (ajàgbọn)
Linha de Ogum
  • Abacateiro (igi itobi)
  • Ameixa (èso kan bí ìyeyè)
  • Amora (ẹ́yà àgbáyun dúdú kan)
  • Cajá (ìyeyè)
  • Cajá Manga
  • Caju (kajù)
  • Cana
  • Goiaba (guaba)
  • Laranja (ọsán)
  • Manga (mángòrò)
  • Marmeleiro
Linha de Oxossi
  • Banana (ọ̀gẹ̀dẹ̀)
  • Coco (àgbọn)
  • Goiaba (guaba)
  • Mamão (ìbẹ́pẹ́)
Linha das Almas
  • Abacaxi (ọ́pẹ òyìnbó)
  • Jaca
Uso das Folhas
Amací
Compreende um preparado especial à base de ervas maceradas em água. É usado para banhar os iniciados. Uma grande variedade de ervas pode entrar na composição dos amacís. A seleção das espécies é feita pelo pai ou mãe de santo, respeitando o Orixá regente. Nesse sentido, as plantas que são empregadas no amací são aquelas que pertencem à divindade. A utilização do amací visa conferir maior interação entre o orixá e o iniciado, fortalecendo os laços. (Albuquerque, 1995).
Banhos de Descarga
É o mais conhecido, e como o próprio nome diz, o Banho de Descarga (ou descarrego) serve para descarregar e limpar o corpo astral, eliminando a precipitação de fluídos negativos (inveja, ódio, olho grande, irritação, nervosismo, etc). Suprime os males físicos externamente, adquiridos de outrem ou de locais onde estiverem os médiuns. Este banho pode ser utilizado por qualquer pessoa, desde que seguindo as recomendações das Entidades/Guias Espirituais ou do seu Pai ou Mãe de Santo.
Estes banhos servem para livrar o indivíduo de cargas energéticas negativas. Conforme vivemos, vamos passando por vários ambientes, trocamos impressões com todo o tipo de indivíduo e como estamos num planeta atrasado em evolução espiritual, a predominância do mal e de energias negativas são abundantes. Todos estes pensamentos, ações, vão criando larvas astrais, miasmas e etc., que vão se aderindo à aura das pessoas. Por mais que nos vigiemos, ora ou outra caímos com o nosso nível vibratório e imediatamente estamos entrando nesta faixa vibratória.
Banho de Descarga com Ervas
Quando feito com ervas, as mesmas devem ser colhidas por pessoas capacitadas para tal, em horas e condições exigidas, entretanto, podem ser usadas também as adquiridas no comércio (frescas), desde que quem vá usá-las, as conheça.
Banhos com essências também devem ser utilizados com cuidado, pois contêm muita vibração, somente administrados por pessoas capacitadas.
O banho de descarga mais usado é feito com ervas positivas, variando de acordo com os fluídos negativos acumulados que uma pessoa está carregando, e de acordo com os orixás que a pessoa traz em sua cabeça. O banho de descarga com ervas deve ser tomado após o banho rotineiro, de preferência com sabão da costa, sabão neutro ou sabão de coco.
Um banho de descarga não deve ser jogado brutalmente pelo corpo e sim suavemente, com o pensamento voltado para as falanges que vibram naquelas ervas ali contidas. Ao tomarmos o banho de descarrego podemos também entoar um ponto cantado, chamando os guias que vibram com aquelas ervas ali maceradas.
Ao terminarmos o banho de descarga, devemos recolher as ervas e "despachá-las" em algum local de vibração da natureza como, por exemplo, num Rio (rio abaixo), no mar, numa mata, etc.; Ou até mesmo em água corrente.
Hoje em dia há banhos de descarga que são comprados prontos, mas não são recomendados, pois muitos não são preparados com o rigor que deveriam ser. Pois para preparar um banho, devemos colher as ervas certas, caso contrário, não há efeito positivo e/ou completo.
Após um Banho de Descarga, é aconselhável, que se tome algum Banho de Energização, com ervas de Oxalá, ou com as ervas do Orixá do médium.
Defumadores
É um preparado de ervas secas, com propriedades curativas e de proteção, sendo muito usado nesta categoria o Fumo (Nicotiana tabacum), associado á outras ervas. Representa traço marcante da cultura ameríndia adaptada aos cultos africanos no Brasil (Albuquerque, 1995).
Desde os tempos imemoriais, dos homens das cavernas, que a queima de ervas e resinas é atribuída a possibilidade da modificação ambiental, através da mesma. Na Umbanda, como em outras religiões, seitas e dogmas, usa-se também desse expediente, ao qual chamamos de Defumador, que tem a função precípua de equilibrar o ambiente de trabalho de acordo com a necessidade. O defumador pode ser de três tipos, à saber:
  • Mantenedor do equilíbrio: tem por finalidade reforçar o equilíbrio já existente no ambiente, e para tal serão usadas as seguintes essências: Incenso, Benjoim e Mirra.
  • Positivador do equilíbrio: tem por finalidade reforçar a parte positiva, para equilibrar as negativações, principalmente se existirem assistentes externos à corrente fraterna, e para tal serão usadas as seguintes essências: Alecrim, Incenso e Benjoim.
  • Negativador de equilíbrio: tem por finalidade negativar totalmente o ambiente, reforçando a parte negativa. Por motivos de segurança, e para evitar que um leitor se quede à fazê-lo, deixamos propositadamente de dar as essências necessárias, o que só poderá ser ministrado à alguns, e escolhidos a dedo.


Umbanda
Há de se entender, antes de qualquer explicação, que a UMBANDA é uma religião, ou seja, é composta de elementos Divinos (Orixás e Guias); Doutrinários (linhas de atuação, reencarnação, lei do Karma, atuação e direcionamento dos médiuns, assistenciados e guias, ...; Princípios (amor, caridade, respeito ao próximo, fé, ...); Rituais (abertura e encerramento das sessões, pontos cantados, feituras, ...); Místicos (a forma de atuação dos Orixás e Guias); Divinatórios (jogo de búzios, ...) Humanos (seus médiuns, Babás, Babalorixas, Sacerdotes, ...).
Cabe salientar que esses elementos são variáveis e podem ser vistos com mais ou menos intensidade de acordo com a linha doutrinária da casa (Linhas doutrinárias ou Escolas Doutrinárias). Como são muitas as ramificações e suas formas, isso torna difícil agrupá-las em suas peculiaridades, ritos, doutrina, fundamentos, filosofia, práticas. Pretendemos olhar de maneira geral os elementos mais comuns a cada ramificação dentro do possível.
A UMBANDA é uma religião de cunho espiritualista (contato é interferência de espíritos, manipulações magísticas, práticas de cura através dos espíritos é ervas, poções, conjuros, utilização de elementos ou instrumentos místicos)/mediúnica (instrumento pelo qual a prática religiosa se faz presente, especificamente, a incorporação) que agrega elementos de bases africanas (culto aos Orixás e ao espírito dos antepassados: Pretos-Velhos), indígenas (Caboclos), que recebeu influência oriental (indiana, inerente à reencarnação, o Karma e o Dharma), e adquiriu elementos do cristianismo (judaísmo) como a caridade, o auxilio ao próximo e outros ditos por Jesus Cristo que no sincretismo religioso (associação dos Santos Católicos aos Orixás africanos) consideramos como o Orixá Oxalá.
O vocábulo "Umbanda" só pode ser identificado dentro das qualificadas línguas mortas. Todavia, entre os angolenses existe o termo "Quimbanda", que significa "sacerdote, invocador de espíritos", firmado no radical u manda, conservado através de milênios, legado de tradição oral da raça africana, o qual é uma corruptela do original u-banda ou aum-bandhã.
"Toda essa complexa Mistura, que o leigo chama de macumba, baixo espiritismo, magia negra, envolvendo práticas fetichistas e barulhentas... era a situação existente, quando surgiu um vigoroso movimento de luz, ordenado pelo astral superior, feito pelos espíritos que se apresentavam como Caboclos Pretos Velhos e Crianças. Surgiram práticas as mais confusas e desordenadas, envolvendo oferendas com sacrifício de animais, sangue, etc., e por isso tudo se fez imprescindível um novo movimento dentro desses cultos ou de sua massa de adeptos, feito pelos espíritos carminantes afins a essa massa e pelos que, dentro de afinidades mais elevadas, se aplicam no amor e na renúncia em prol da evolução de seus semelhantes, o qual foi lançado através da mediunidade de uns e outros pelos Caboclos e Pretos Velhos, com o nome de umbanda. O termo umbanda que eles implantaram no meio para servir de bandeira a essa poderosa corrente (ensinaram que) é uns termos litúrgicos, sagrados, vibrado, que significa", Num sentido mais profundo, o conjunto das leis de Deus ".
A Umbanda é um "movimento mágico religioso", genuinamente brasileiro, e a sua finalidade primordial como religião é o de despertar anseio de espiritualidade na criatura humana. Para que esse despertamento se faça, torna-se necessário um permanente estado de religiosidade, onde toda vivência é baseada na compreensão e plena sensibilidade (não sentimentalismo), para com tudo e todos que nos cercam e compõem a humanidade.
A Umbanda é uma doutrina espiritualista como o Espiritismo, o Catolicismo, o Esoterismo, etc... O que não impede de haver entre elas diferenças essenciais que lhe dão características próprias. É resultante natural da fusão espiritual das raças branca, índia e negra.
Sua lei principal é resumida numa só palavra: CARIDADE - no sentido do amor fraterno em benefício dos seus irmãos encarnados, qualquer que fosse a cor, a raça, o credo e a condição social, não podendo haver ambicioso, vaidoso, mistificadores, pois estes, mais cedo ou mais tarde, são afastados da Umbanda pelos espíritos de luz.
A Umbanda não foi codificado, como foi o kardecismo em sua origem por Hippolyte Leon Denizart Rivail (Livro dos espíritos, Livro dos médiuns, Evangelho Segundo Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese) a Umbanda foi manifestada e o kardecismo esclarecido, por isso tem muito a aprender com o Kardecismo sobre esclarecimento e ele muito a aprender conosco sobre manifestação.
Costumo dizer que se não temos uma "Bíblia Umbandista", todos os livros sagrados da humanidade são nossos, para extrairmos o que eles tiverem de melhor, temos a liberdade de estudar a Bíblia Cristã, a Tora (Judeu), O Alcorão (Muçulmano), O Tão, I Ching (Chinês), O Zend Avesta (Persa), Os Vedas (Hindu) e tantos outros.
  • Não temos 10 mandamentos Católicos, mas nos basta apenas um mandamento: "Amar ao próximo como a si mesmo e Deus acima de todas as coisas"
  • Não temos sete pecados capitais (gula, avareza, inveja, ira, luxuria, orgulho e preguiça) porque não acreditamos em pecado, mas cremos em vícios e virtudes, nos sete sentidos da vida (Fé, Amor, Conhecimento, Justiça, Lei, Evolução e Geração) dentro de nosso livre arbítrio, onde o que se volta para o ego torna-se vicio.
  • Não temos dogma nem tabu, pois no Umbanda ninguém é obrigado a aceitar nada, mas o conhecimento vai sendo absorvido naturalmente e da mesma forma a própria religião evolui e se adapta.
Não é uma seita religiosa, é religião, portanto tem seus fundamentos próprios que devem ser esclarecidos. O conceito de seita é muito antigo e vem da época em que havia religiões oficiais, onde aqueles que se opunham de alguma forma àquela liturgia, formando grupos dissidentes, eram chamados de seitas e, portanto considerados "hereges", à margem da sociedade... Podemos e devemos absorver o conhecimento de outras religiões, ampliando assim nosso universo espiritual. Na verdade temos a aprender com todos e todos têm a aprender conosco, quando a única religião for o Amor, o que existirão serão prática diferente deste Amor, Umbanda é a nossa prática do Amor. Cada um ou cada grupo umbandista realiza seus trabalhos, sessões, segundo seu ponto de vista, sem deixar de ser umbanda. Cada casa, templo ou tenda é diferente um do outro e todos são centros ou "igrejas de umbanda". O que há em comum é a essência e não a forma!
Origens
Existem algumas versões para a origem da umbanda. Tentaremos mostrar uma face dessa origem, salientando que não importa as formas variáveis da origem, e sim, como ela atua e o que têm em comum: sua essência. O início do movimento Umbandista se coloca entre a primeira e a segunda metade do século XIX, junto ao candomblé.
Os negros nas senzalas cantavam e dançavam em louvor aos Orixás, embora aos olhos dos brancos eles estavam comemorando os Santos católicos. Em meio a essas comemorações eles começaram a incorporar espíritos ditos Pretos-Velhos (reconhecidos como espíritos de ancestrais, sejam de antigos Babalaôs, Babalorixás, Yalorixás e antigos "Pais e Mães de senzala": escravos mais velhos que sobreviveram à senzala e que, em vida, eram conselheiros e sabiam as antigas artes da religião da distante África) que iniciaram a ajuda espiritual e o alívio do sofrimento material, àqueles que estavam no cativeiro.
Embora houvesse uma certa resistência por parte de alguns, pois consideravam os espíritos incorporados dos Pretos-Velhos como Eguns (espírito de pessoas que já morreram e não são cultuados no candomblé), também houve admiração e devoção.
Com os escravos foragidos, forros e libertados pelas leis dos Ventres Livres, Sexagenários e posteriormente a Lei Áurea, começou-se a montagem das tendas, posteriormente terreiros.
Em alguns Candomblés também começaram a incorporar Caboclos (índios das terras brasileiras como Pajés e Caciques) que foram elevados à categoria de ancestral e passaram a ser louvado. O exemplo disso são os ditos "Candomblés de Caboclo". Muito comuns no norte e nordeste do Brasil até hoje.
No início do séc. XX surgiram as Macumbas no sudeste do Brasil, mas precisamente no Rio de Janeiro (sendo que também existiam em São Paulo) que mesclavam ritos Africanos, um sincretismo Afro-católico e outros mistos magísticos e influências espíritas (kardecistas). Isso era feito isoladamente, por indivíduos e seus guias, ou em grupamentos liderados pelo Umbanda ou embanda que era o chefe de ritual.
De certa forma, com o passar do tempo, tudo que envolvia algo que não se enquadrava no catolicismo, protestantismo, judaísmo ou no espiritismo, era considerado macumba. Virou um termo pejorativo e as pessoas que a praticavam, o que podemos rotular como uma "Umbanda rudimentar", não estavam muito interessadas ou preocupadas em dar-lhe um nome. Porém, o termo Umbanda já era utilizado dentro de uma forma de culto ainda meio dispersa e sem uma organização precisa como vemos hoje.
A mais antiga referência literária e denotativa ao termo Umbanda é de Heli Chaterlain, Contos Populares de Angola, de 1889. Lá aparece a referência à palavra umbanda.
UMBANDA: Banto - Kimbundo = arte de curar.
Segundo Heli Chatelain, tem diversas acepções correlatas na África (ref: Cultura Bantu):
1. A faculdade, ciência, arte, profissão, negócio:
  1. De curar com medicina natural (remédios) ou sobrenatural (encantos);
  2. De adivinhar o desconhecido pela consulta à sombra dos mortos ou dos gênios, espíritos que não são humanos nem divinos;
  3. De induzir esses espíritos humanos que não são humanos a influenciar os homens e a natureza para o bem ou para o mal;
Com o passar do tempo a Umbanda foi se individualizando e se modificando em relação ao candomblé, ao Catolicismo e ao Espiritismo. Através dos Pretos-Velhos e Caboclos, que guiaram seus "cavalos" (médiuns), a Umbanda foi adquirindo forma e conteúdo próprios e característicos (identidade cultural e religiosa) e que a decência daquela "Umbanda rudimentar" ou Macumba.
A incorporação de guias de Umbanda também ocorreu em outras religiões além do Candomblé, como foi no caso do espiritismo. Em 1908, na federação espírita, em Niterói, um jovem de 17 anos, Zélio Fernandino de Moraes, foi convidado a participar da Mesa Espírita. Ao serem iniciados os trabalhos, manifestaram-se em Zélio espíritos que diziam ser de índio e escravo. O dirigente da Mesa pediu que se retirassem, por acreditar que não passavam de espíritos atrasados (sem doutrina).
As entidades deram seus nomes como Caboclo das Sete encruzilhadas e Pai Antônio. No dia seguinte, as entidades começaram a atender na residência de Zélio todos àqueles que necessitavam, e, posteriormente, fundaram a Tenda espírita Nossa Senhora da Piedade.
Zélio foi o precursor de um "trabalho Umbandista Básico" (voltado à caridade, assistencial, sem cobrança e sem fazer o mal e priorizando o bem), uma forma "básica de culto" (muito simples), mas aberta à junção das formas já existentes (ao próprio Candomblé nos cultos Nagôs e Bantos, que deram origem às Umbandas mais africanas - Umbanda Omoloko, Umbanda de pretos-velhos-; ou aquelas formas mais vinculadas ao espiritismo - Umbanda Branca-; ou aquelas formas oriundas da Pajelança do índio brasileiro - Umbanda de Caboclo -; ou mesmo formas mescladas com o esoterismo de Papus - Gérard Anaclet Vincent Encausse -, esoterismo teosófico de Madame Helena Petrovna Blavatsky (1831-1891), de Joseph Alexandre Saint-Yves d´Alveydre - Umbanda Esotérica, Umbanda Iniciatica, entre outras) que foram se mesclando e originando diversas correntes ou ramificações do Umbanda com suas próprias doutrinas, ritos, preceitos, cultura e características próprias dentro ou inerentes à prática de seus fundamentos.
Hoje temos várias ramificações da Umbanda que guardam raízes muito fortes das bases iniciais, e outras, que se absorveram características de outras religiões, mas que mantém a mesma essência nos objetivos de prestar a caridade, com humildade, respeito e fé.
Alguns exemplos dessas ramificações são:
  • Umbanda tradicional - Oriunda de Zélio Fernandino de Moraes;
  • Umbanda Popular - Que era praticada antes de Zélio e conhecida como Macumbas ou Candomblés de Caboclos; onde podemos encontrar um forte sincretismo - Santos Católicos associados aos Orixás Africanos "";
  • Umbanda Branca é de Mesa - Com um cunho espírita - "kardecista" - muito expressivo. Nesse tipo de Umbanda, em grande parte, não encontramos elementos Africanos - Orixás -, nem o trabalho dos Exus e Pombas giras, ou a utilização de elementos como atabaques, fumo, imagens e bebidas. Essa linha doutrinaria se prende mais ao trabalho de guias como caboclos, pretos-velhos e crianças. Também podemos encontrar a utilização de livros espíritas - "kardecistas - como fonte doutrinária";
  • Umbanda Omolokô- Trazida da África pelo Tatá Tancredo da Silva Pinto. Onde encontramos um misto entre o culto dos Orixás e o trabalho direcionado dos Guias;
  • Umbanda Traçada ou Umbandomblé- Onde existe uma diferenciação entre Umbanda e Candomblé, mas o mesmo sacerdote ora vira para a Umbanda, ora vira para o candomblé em sessões diferenciadas. Não é feito tudo ao mesmo tempo. As sessões são feitas em dias e horários diferentes;
  • Umbanda Esotérica- É diferenciada entre alguns segmentos oriundos de Oliveira Magno, Emanuel Zespo e o W. W. da Matta (Mestre Yapacany), em que intitulam a Umbanda como a Aumbhandan: "conjunto de leis divinas";
  • Umbanda Iniciatica- É derivada da Umbanda Esotérica e foi fundamentada pelo Mestre Rivas Neto (Escola de Síntese conduzida por Yamunisiddha Arhapiagha), onde há a busca de uma convergência doutrinária (sete ritos), e o alcance do Ombhandhum, o Ponto de Convergência e Síntese. Existe uma grande influência Oriental, principalmente em termos de mantras indianos e utilização do sânscrito;
  • Umbanda de Caboclo - influência da cultura indígena brasileira com seu foco principal nos guias conhecidos como "Caboclos";
  • Umbanda de pretos-velhos - influência da cultura Africana, onde podemos encontrar elementos sincréticos, o culto aos Orixás, e onde o comando e feito pelos pretos-velhos;
  • Outras formas existem, mas não têm uma denominação apropriada. Diferenciam-se das outras formas de Umbanda por diversos aspectos peculiares, mas que ainda não foram classificadas com um adjetivo apropriado para ser colocado depois da palavra umbanda.

Tema: Jurema

Cabocla Jurema
Cabocla Jurema
Entidade Guia - Chefe da Linha de Oxossi, Sua legião é constituída de grandes entidades espirituais, espíritos puros que amparam os sofredores, utilizando o processo de passes-cura através das ervas. Normalmente, a Entidade Chefe Cabocla Jurema, quando está trabalhando, atrai a presença, vibração de todos as Caboclas Jurema, ou seja, Jurema da Cachoeira, Jurema da Praia, Jurema da Mata etc, pois na realidade todas são uma única vibração que trabalham com os ambientes da natureza. ex: lua, sol, mata, chuva, vento etc. Jurema trabalha dentro da necessidade de cada pessoa, transmitindo coragem e energia. Tem sempre uma palavra de alento e conforto para aqueles que sofrem de enfermidades. Ela nos ensina a suportar as dificuldades e nos dá coragem para suportá-los.
Em qualquer lugar onde você esteja, quando o desespero tomar conta e a coragem lhe faltar, chame pela Jurema e sentirá sua força amparando você. Quando quiser agradar essa Cabocla, vá a uma mata limpa, estenda uma toalha verde de pano ou plástico e coloque sobre ela um vinho tinto rascante (para Oxossi), um coco verde (para a cabocla), substituindo o líquido de dentro do coco por vinho com mel, enfeitado com fitas verde e vermelha. Para Oxossi uma vela verde e um charuto. Não se esqueça de uma travessa de frutas e uma cigarrilha.
OBS: As frutas podem ser laranja, banana, abacaxi, manga, fruta de conde, goiaba etc... As velas devem ser acesas fora da toalha, assim como o charuto e a cigarrilha.
Caminhos
A cabocla Jurema tem vibração originária de Iansã, mas poderemos encontrar a mesma entidade trabalhando em outras vibrações como Jurema da Praia, na vibração de Iemanjá; Jurema da Cachoeira, na vibração de Oxum;Jurema da Mata, na vibração de Oxossi, e assim sucessivamente. É a mesma entidade, com vibração originária de Iansã, penetrando em outras vibrações de Orixás
Mensagem da Cabocla Jurema
O AMOR
É através do amor,
Aprender a amar é o grande trabalho a ser realizado.
Descobrimos, então, que a nossa alegria é a alegria de todos,
Aprendemos que tudo que fazemos aos outros
Se ajudamos aos nossos irmãos estamos também nos ajudando.
Enquanto o último de nós não encontrar seu caminho,
Ajudar aos outros é ajudar a si mesmo.
Amar aos outros é também amar a si mesmo.
O amor é a única força que se renova.
Quanto mais se dá, mais se torna forte.
Só ensinando podemos aprender, só dando podemos receber.
Fortalecendo nosso irmão,também receberemos dele a força
Dando de comer a quem tem fome, fortalecemos nosso irmão
Iluminando os olhos de quem precisa,
eles também nos ajudarão a enxergar nosso caminho.
Ninguém pode guardar para si um pedaco da luz.
Se a luz é trancada ela se transforma em escuridão.
A luz só vive no coracão aberto.
Quem ama vive na paz e a paz é luz.
A tempestade só reina na escuridão,
ela nunca vem enquanto o sol está brilhando.
Vivemos na luz, vivemos na paz.
Quem vive na luz ilumina os caminhos escuros
Ela afasta os sentimentos escuros do nosso coracão
E um coracão iluminado é como uma casa limpa,
Se o nosso coracão está iluminado,
Nossa alma é como um jardim
O caminho é um só para todos.
Só se pode receber ajuda
Só se dá valor a um presente quando se precisa dele.
Saber separar aquilo que queremos daquilo que realmente precisamos,
E Deus é Luz e Paz.
É o verdadeiro e único Amor.
Pontos Cantados
No centro da mata virgem
Uma linda cabocla eu vi

No centro da mata virgem
Uma linda cabocla eu vi

Com seu saiote, feito de penas
É a Jurema, filha de Tupi

Com seu saiote, feito de penas
É a Jurema, filha de Tupi


Jurema, Jurema, Jurema
Linda cabocla filha de Tupi
Ela vem lá do Juremá
Vem firmar seu ponto nesta congá

Ela vem lá do Juremá
Vem firmar seu ponto nesta congá



Jurema, Jurema cabocla ela é
Trabalha com flechas pros filhos de fé
Oxóssi, bambaruê
Jurema, bambaruá
Os filhos de Jurema neste congá
Com a Jurema vêm trabalhar



Oh Juremê, oh Juremá
Suas folhas caíram serenas, oh Jurema
Dentro deste congá
Salve o sol e salve a lua
Salve São Sebastião
Salve São Jorge guerreiro
Que nos deu a proteção, oh Jurema



Oxalá chamou, e já mandou buscar
As caboclas da Jurema, no seu Juremá
Pai Oxalá!
Pai Oxalá, é o rei do mundo inteiro
Já deu ordens à Jurema
Mandar seus capangueiros
Mandai, mandai,
Minha Cabocla Jurema
Os seus guerreiros
Esta é a ordem suprema



Lá nos campos de Jurema
Ouvi tambores tocar bis
E na mata iluminada
Os passarinhos a cantar bis
Não sei se era noite
Não sei se era dia
Só sei que na Jurema era tudo alegria



Os capangueiros de Jurema bis
Na mata quem manda
É a Cabocla arriando
Arreiam os capangueiros
Os capangueiros de Jurema



Brilhou um clarão no céu
Ai, ai, ai meu Deus, o que será?
Onde estarão as caboclas da Jurema
Que até agora não apareceram bis



É o rei da mata virgem
Dá licença que eu venho saravar bis
Cabocla Jurema e os seus caboclos
Da mata virgem na fé de Oxalá
Jurema é o seu filho
Quem lhe chama, Jurema
Salve o povo da Umbanda bis



Onde está a Jurema?
A Jurema onde está?
Está procurando os capangueiros
Que ainda estão no Juremá
Quem mandou chamar
Em nome do Pai Oxalá
Foi seu Oxóssi o caçador
Que já baixou no seu congá
Salve todo o povo da Jurema
Salve a sua luz, seu jacutá
Levando todos os males de seu filhos
Deixando paz e amor
Na fé de Oxalá



Chegou Jurema
No terreiro ela baixou bis

A Cabocla vem sorrindo
Demonstrando o seu amor bis

A Cabocla Jurema está
Protegendo esse congá... bis

Ela veio de aruanda
Pro terreiro saravar bis



Lá naquela floresta
Tem uma pele morena bis

Quando a lua clareia
Pra saravar todo povo da Jurema bis

Jurema de Juremá
Jurema de Juremá bis

É uma cabocla de pena
Vamos todos saravar
Ai, quiô, quiô, quiá, quiá bis